Como manter a organização da vida, em tempos de pandemia?

Como manter a organização da vida, em tempos de pandemia, sem deixar que as angústias e inseguranças afetem negativamente a relação afetiva que temos com nosses filhes?

Tenho lido e visto um monte de gente nas redes tentando responder essa pergunta, trazendo diversas proposições pra que busquemos assimilar da melhor maneira possível os descompassos emocionais causados por essa realidade.

Fico pensando em como já é complicado lidar com a criação e crescimento diários das nossas crianças, mesmo sem a interferência dos medos que esse contexto nos causa, e como tudo isso tem exigido um tanto mais de esforço para estimular a nossa positividade.

Esse texto, que aqui dentro da minha cabeça, parece querer ir por um caminho de desabafo e tristeza, só está sendo escrito porque juro que também tenho procurado ser propositivo no meu fazer diário. E compartilhar isso aqui, é um jeito de tentar dialogar e fortalecer as ideias em rede, na medida do possível.

Acredito que você que é pai, assim como eu, sabe e sente como é importante pra saúde física e emocional des nosses filhes fazer a manutenção cotidiana dos laços de afeto, e o quanto isso é fundamental para o seu desenvolvimento cognitivo, sobretudo em situações adversas como a que estamos vivendo.

Vai faltar paciência de vez em quando, porque a criança entediada quer que você esteja disponível mais do que o de costume; vai faltar criatividade para diversificar as brincadeiras e entretenimentos, porque já rolou de um tudo; vai bater o desespero porque o trabalho ou o jeito de trabalhar mudou, acabou, diminuiu mas as responsas com es pequenes se mantém altíssimas; vai rolar um sentimento de alívio quando a criança estiver entretida na internet, misturado com um sentimento de preocupação porque a criança está muito entretida com a internet. Vai rolar um montão de coisa. Mas calma, é normal. 

Então, pra pensar em não deixar na retórica a pergunta que eu fiz ali no comecinho do texto, e mesmo que o momento em que estamos vivendo, tenha transformado a nossa rotina de trabalho e cuidado diário, acredito que a gente pode fazer cada vez mais o uso benéfico das nossas redes pra trocar mil ideias e aliviar um pouco o peso que essas angústias deixam nas nossas costas, e assim tornar mais fácil a nossa paternidade afetiva em relação às nossas crianças.

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